MP 38/40
A famosa submetralhadora MP-40
Soldado das SS em combate com sua MP 38/40 durante o primeiro inverno na Rússia.
A MP-38 foi a segunda submetralhadora a ser oficialmente adotada pelo Exército alemão, sendo a primeira a MP-18, aprovada em 1918. As especificações de construção da MP-38 requeriam uma arma compacta (com a coronha rebatida, tinha 63 centímetros de comprimento), segura, adequada para as necessidades da infantaria, dos blindados e das forças aeroterrestres. Ela foi uma das mais populares submetralhadoras produzidas na guerra e sem dúvida era um desenho de primeira classe. Incorporava várias características que apareceram em quase todas as armas subseqüentes, no mundo inteiro, e foi a primeira a ter uma coronha dobrável de bom funcionamento. Ela também foi a primeira a não usar nada de madeira na sua fabricação.
Mais de um milhão de unidades foram fabricadas de todas versões durante a guerra. A MP-38 e, especialmente, MP-40 armas eram de um bom design, e definiram o padrão para a chamada "segunda geração" das metralhadoras (a "primeira geração" sendo representada pela coronha de madeira e cuidadosamente usinadas como nos MP-18 e MP-28).
Tenente de uma unidade de campo da Luftwaffe, armado com uma MP 38/40 em Leningrado em 1941.
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Sten Gun
Pára-quedistas britânicos em uma de suas primeiras missões em Bruneval, 1942.
Eles estão armados com a Sten MkII
A Sten Gun, ou simplesmente Sten, foi uma submetralhadora desenvolvida para o Exército Britânico como arma de emergência, no início da Segunda Guerra Mundial. A Sten, classificada oficialmente como machine carbine (carabina metralhadora), foi projetada como uma arma barata e fácil de fabricar para poder ser produzida em larga escala. Destinava-se a complementar as Submetralhadoras Thompson americanas, consideradas de melhor qualidade, mas também de muito mais difícil aquisição nos números necessários. No contexto histórico de sua criação a Grã-Bretanha se ver sozinha contra a Alemanha, depois da retirada de Dunquerque. Os britânicos precisam urgentemente repor os seus estoques de armas e precisam ser armar para uma possível invasão nazista da Inglaterra, a visão dos Fallschirmjäger (pára-quedistas alemães) vindos do céu armados com suas MP40 aterrava qualquer britânico. Os britânicos estavam comprando quase todo o estoque de Thompsons dos EUA, mas mesmo assim não dava para suprir as suas necessidades e depois com a entrada dos EUA na Segunda Guerra em dezembro de 1941, fez com que a demanda ficasse maior nas industrias que fabricavam as Thompsons.
O nome da arma resultou da conjugação das iniciais dos sobrenomes dos inventores Reginald V. Shepherd (Inspetor de Armamentos do Armaments in the Ministry of Supply Design Department no The Royal Arsenal, Woolwich e Harold J. Turpin (Draughtsman Senior do Design Department of the Royal Small Arms Factory (RSAF) com as duas primeiras letras do local de fabricação Enfield.
Sargento dos CHINDITS do 7th Nigerian Regiment na Birmânia em 1944. ele está armado com uma Sten MKIII.
As submetralhadoras tinham canos desatarracháveis para limpeza ou armazenagem e o alojamento do carregador girava para formar uma sobrecapa na abertura de ejeção. Feito por uma variedade de fabricantes, freqüentemente com partes subcontratadas, algumas armas Sten logo apresentaram problemas de operação, às vezes em combate. O seu pente, copiado da MP40 alemã nunca tinha seu processo industrial completado satisfatoriamente.
A arma não possuía ajuste de mira ou seletor de tiro. sua coronha era feita de uma única peça de arame dobrado. Em geral todos os modelos fabricados desta arma apresentavam casos de enguiços frequentes causados pelo seu carregador bifilar de saída única e pela munição de baixa qualidade utilizada pelos britânicos. Por ser uma arma extremamente barata, era fartamente distribuída para uma grande quantidade de exércitos e forças de resistência que se levantassem contra o Eixo.
Tipo: Submetralhadora
País: Reino Unido
Inventores: Reginald V. Shepherd e Harold J. Turpin
Data de projeto: 1940
Tempo em serviço: 1941 - década de 1960
Características: Calibre 9 mm Parabellum
Cadência do Tiro: 500 tpm
Velocidade de saída do projétil: 365 m/s
Alcance eficaz: 46 m
Peso: 3,18 kg
Comprimento total: 760 mm
Comprimento do cano: 196 mm
Alimentação: carregador de 32 munições
Variantes: Mk.I, Mk.II, Mk.IIS, Mk.III, Mk.IV, Mk.V e Mk.VIS
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Submetralhadora Thompson
Fuzileiro naval americano dispara a sua Thompson M1A1 contra posições japonesas
em Okinawa em 1945
At left, Davis Hargraves provides covering fire with his M1 Thompson while BAR man Gabriel Chavarria moves.
Em finais de 1917, as pesquisas estavam bem avançadas e se descobriu que o único cartucho em serviço nos EUA adequado a nova arma era o .45 ACP (Automatic Colt Pistol). O projeto foi então chamado de "Annihilator I" e até 1918, a maioria das questões de concepção tinham sido resolvidas. No entanto, a guerra terminou antes que os protótipos pudessem ser enviados para a Europa.
Em 1919 houve uma reunião na Auto-Ordnance para se discutir a comercialização da nova arma no pós-guerra. Nesta época a arma passou a ser chamada oficialmente de "Thompson Submachine Gun". Enquanto outras armas anteriores tinham sido desenvolvido com objetivos semelhantes, a Thompson foi a primeira arma a ser rotulada e comercializada como uma "metralhadora de mão." As Thompson eram destinadas serem uma "vassoura de trincheira" varrendo o inimigo de suas trincheiras, preenchendo um papel para o qual o BAR tinha se provado mal adaptado. Contemporaneamente, este conceito foi desenvolvido pelas tropas alemãs utilizando suas próprias submetralhadoras apoio a suas táticas sturmtruppen.
Submetralhadora Thompsons modelo 1921A com carregado com 20 tiros de munição .45 ACP
Os deram as Thompsons para o USMC em 1922, quando os marines receberam a missão de proteger as correspondências de roubo, e os marines utilizaram asThompsons nas Banana Wars e na China. A arma se tornou popular entre os marines como arma de defesa contra as emboscadas dos sandinistas na Nicarágua e foram organizadas equipes de fogo 4 homens, com mais poder do que uma equipe de fogo com 9 homens armados apenas com rifles. Na época as principais queixas contra a Thompson era o seu peso, sua falta de precisão acima de 50 jardas, e à sua falta de poder penetrante, apesar da poderosa munição usada.
As Thompsons também foram adquiridas pelo Exército Republicano Irlandês apoiado pelos EUA e foram utilizadas na última fase da Guerra de Independência e Guerra Civil. Porém a Thompson alcançou maior parte da sua notoriedade nas mãos dos gangsters na época da Grande Depressão. Hollywood explorou a imagem de bandidosmotorizados e fortemente armados sendo perseguidos por policias também armados com as Thompsons.
Em 1926, o compensador Cutts (um recuo de frenagem), foi oferecido como uma opção para o M1921; As Thompsons com esse compensador foram catalogadas comoNo. 21AC, com as armas sem ele designadas No. 21A.
Commando britânico da LayFoce em 1941. Ele está armado com uma submetralhadora Thompson M1928 "Tommy Gun" .45 ACP com carregador de 20 tiros, granadas e um punhal Fairbairn-Sykes (SF), característico das forças especiais britânicas.
Foi também utilizada na primeira fase da Guerra do Vietnã. A produção foi encerrada em 1945, mas em 1960 ainda era oferecida a países asiáticos através de programas americanos de assistência. Durante a Guerra do Vietnã, algumas unidades do Exército sul-vietnamita e milicianos estavam armados com submetralhadoras Thompsons, e algumas destas armas foram utilizadas por unidades de reconhecimento, conselheiros, e outras tropas americanas.
Sargento pára-quedista em treinamento em Fort Benning, EUA, em 1941. Ele está armado com uma Thompson M1928A1 com carregador de 50tiros.
Thompson Model 1921: primeiro modelo de produção em larga escala, apelidada de "Arma Anti-Bandido", em virtude de equipar uma grande número de forças policiais dos Estados Unidos;
Thompson Model 1923: modelo desenvolvido com a intenção de substituir a Browning Automatic Rifle no Exército dos Estados Unidos. Caracterizava-se por disparar a munição .45 Remington-Thompson (mais potente e com maior alcance que a .45 ACP utilizada nas versões anteriores), com guarda-mão horizontal, bipé e suporte para baioneta. O Exército dos EUA decidiu, no entanto não adoptar o modelo;
BSA Thompson: modelo europeu da Thompson, fabricado sob licença pela Birmingham Small Arms Company (BSA) no Reino Unido, a partir de 1926;
Tipo Submetralhadora
País Estados Unidos da América
Inventor Jonh T. Thompson
Data de projecto 1917 - 1919
Período de produção 1921 - act.
Número de unidades fabricadas ~ 1 700 000
Tempo em serviço 1938 - 1971
País Estados Unidos da América
Inventor Jonh T. Thompson
Data de projecto 1917 - 1919
Período de produção 1921 - act.
Número de unidades fabricadas ~ 1 700 000
Tempo em serviço 1938 - 1971
Características
Calibre .45 ACP 9 mm Parabellum
Operação blowback
Cadência do Tiro 600 - 1200 tpm
Alcance eficaz 50 m
Peso 4,8 kg
Comprimento total 852 mm
Alimentação carregadores retos de 20 ou 30 munições ou tambores de 50 ou 100 munições
Variantes Persuader, Annihilator, M1921A1, M1927, M1928A1 e M1A1
Calibre .45 ACP 9 mm Parabellum
Operação blowback
Cadência do Tiro 600 - 1200 tpm
Alcance eficaz 50 m
Peso 4,8 kg
Comprimento total 852 mm
Alimentação carregadores retos de 20 ou 30 munições ou tambores de 50 ou 100 munições
Variantes Persuader, Annihilator, M1921A1, M1927, M1928A1 e M1A1
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Fuzil M1 Garand
Pouco após o início da Primeira Guerra Mundial, John C. Garand começou a desenvolver o projeto de um fuzil semi-automático (ou auto-carregável). Ele trabalhava no arsenal de Springfield e durante os anos 20 e início dos anos 30 desenvolveu vários projetos. Os primeiros rifles foram construídos usando sistema um pouco raro de cartuchos chamado blowback, mas devido a algumas razões este sistema era inadequado para um fuzil militar, então ele mudou para o sistema a gás, que era mais simples. Ele requisitou uma patente para seu fuzil operado a gás, alimentado por clipe em 1930, e os EUA patentearem seu projeto em 1932. Este fuzil era construído com base em um fuzil experimental, que utilizava cartuchos calibre .276 (7mm).
Pára-quedista do 503º Regimento de Infantaria Pára-quedistas do Exército dos EUA em ação co seu M1 Garand em Nadzab, Nova Guiné, 1944. |
O fuzil de Garand era testado pelo Exército dos EUA no Campo de Provas de Aberdeen, juntamente com seu competidor principal, um fuzil Pedersen calibre .276. Em 1932 o general MacArthur, dos EUA, acatou a indicação do fuzil de Garand e declarou que o Exército dos EUA deveria voltar a utilizar o velho cartucho .30-06, decisão sensata pois existiam enormes estoques deste cartucho e a crise financeira na permitia muitas inovações. Prevendo esta escolha Garand já havia idealizado uma variação de seu projeto para utilizar munição .30-06. Finalmente, no dia 6 de Janeiro de 1936, o fuzil de Garand passou a ser adotado pelo Exército dos EUA como um "fuzil calibre .30 M1".
Os fuzis do primeiro lote, porém, demonstraram algumas características muito ruins, engasgando muito freqüentemente para um fuzil militar decente. Então, em 1939, o Congresso dos EUA solicitou uma importante alteração de projeto, e Garand rapidamente redesenhou o sistema de aproveitamento de gás, que melhorou muito a confiabilidade da arma. Quase todos os fuzis M1 do primeiro lote foram rapidamente reconstruídos para adotar o novo sistema de gás. Assim, muito poucos fuzis M1 Garand originais sobreviveram até os dias presentes, e estes são artigos de colecionadores extremamente caros.
O Garand era um fuzil de carregamento automático bastante simples e robusto. Sua coronha de madeira vai até a metade do cano, e sua telha, que também é de madeira, reveste-o quase todo. O receptor é curto e a alça de mira monta sobre ele. A ação é simples, o ferrolho, curto, é travado por dois tarugos trancadores dianteiros, que giram e se prendem a reentrâncias existentes logo atrás da culatra. Todo a superfície da culatra e o sistema de trancamento podem ser limpos com facilidade, tornando esse sistema bastante confiável e resistente.
Sua tecnologia, inovadora na época, utilizava-se de um ferrolho rotativo, que permitia mais velocidade nos disparos. Sua alimentação era feita por um clipe (limite de metal que comportava a munição) de oito cartuchos, sendo que era impossível a alimentação individual dos mesmos. A característica mais marcante no Garand era que, ao se esgotar o clipe, este era ejetado pelo sistema de alimentação.
Sua grande desvantagem é que era muito difícil recarregá-lo com o clipe ainda carregado, o que forçava os seus usuários a atirar o clipe inteiro para que ele saltasse. O clipe tinha ainda uma tendência de ficar preso na arma quando usado em ambientes úmidos (no Pacífico, por exemplo), pelo que foi desenvolvido um lubrificante especial para ser usado na arma a fim de reduzir os efeitos da umidade sobre o mecanismo da arma.
O Garand também contava com um lançador de granadas muito eficiente e fácil de usar. Era possível também o encaixe de uma baioneta ou também uma mira telescópica que ampliava 2,2 vezes. No começo de 1944 tentou-se criar uma versão totalmente automática do Garand para substituir os fuzis automáticos Browning M1918 (BAR), que envelheciam rapidamente. Esse modelo teve poucas unidades fabricadas e nenhum deles entrou em uso, pois todos sofriam dos mesmos defeitos comuns a uma arma do tamanho de um fuzil que tem de fazer as vezes de uma metralhadora leve.
Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, os fuzis M1 passaram a ser produzidos em massa nas fábricas Springfield Armory e Winchester. Durante a guerra, a Springfield produziu 3.519.471 e Winchester produziu 680.529 rifles M1, num total de 4.200.000. Assim, o M1 Garand foi o fuzil semi-automático mais amplamente utilizado na Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, o M1 Garand demonstrou que era uma arma confiável e poderosa.
Ranger da 29 Divisão de Infantaria dos EUA em ação na Noruega em 1943 durante uma raid dos Commandos. Seu M1 está com uma baioneta modelo M1905. |
A FEB recebeu poucos M1 Garand, no seu lugar vieram muitos fuzis Springfield 1903 e suas derivantes. O General Mascarenhas de Moraes esperava que os três regimentos de sua divisão recebessem o Garand. No entanto, quando a primeira remessa de armamento chegou às mãos do 6º Regimento de Infantaria, os brasileiros puderam constatar que apenas 5.000 exemplares do Springfield estavam contidos entre o material recebido.
Em uma tentativa de contentar os brasileiros, 200 Garands foram cedidos à FEB para treinar a tropa em caráter limitado. Supostamente, a Peninsular Base Section não contava com quantidades do M1 suficientes para equipar os brasileiros. O Springfield continuou sendo usado por unidades americanas que não fossem de infantaria, como unidades de artilharia e apoio até 1945.
Ocorreram algumas tentativas para melhorá-lo durante a guerra, mas estas não passaram das fases experimentais, com exceção de duas modificações para rifle sniper, denominados M1C e M1D. Ambos entraram em serviço no ano de 1945 e eles possuíam uma luneta que era fixada à esquerda da arma, devido ao fato de que o carregamento dos clips, característico do M1, se dava na parte superior da arma.
Depois do fim da WWII, a produção do M1 nos EUA foi encerrada, e alguns fuzis e também licenças para fabricação, foram vendidos para outros países, como Itália e Dinamarca.
Com a deflagração da guerra coreana em 1950 a produção de M1 para as forças dos EUA foi retomada em 1952. Os fuzis foram fabricados na Springfield Armory, e também nas fábricas Harrington & Richardson (H&R) e International Harvester Company.
Aquelas empresas fabricaram M1s até 1955, e a Springfield produziu Garands até 1956. Em 1957, com a adoção oficial do novo fuzil M14, que utilizava munição 7.62x51mm, para o serviço dos EUA, o M1 se tornou obsoleto.
Foi ainda utilizado durante alguns anos devido à falta de fuzis M14 e M16, e teve algum uso durante o primeiro período da guerra do Vietnã. Mais tarde, muitos M1s foram transferidos para a Guarda Nacional dos EUA , sendo usados como arma de treinamento pelo Exército, ou vendidos para civis como excesso militar.
Hoje, faz enorme sucesso entre os civis americanos e colecionadores do mundo inteiro. Serviu de base para a criação do AR-14 e hoje sabe-se que o famoso projetista russo Mikhail Kalashnikov usou um Garand junto com uma StG44 como base para o projeto da sua arma, a venerável e muito conhecida AK-47. Alguns M1 são ainda usados pelo Exército dos EUA como armas de cerimonial.
US Marines, armados com fuzis M1 Garand, Carabina M1 e BAR, na Guerra da Coréia, no Reservatório de Chosin, 1950-51.
Dados técnicos
País: EUA
Inventor: John Garand
Ano do projeto: 1932
Início de produção: 1936
Número de unidades fabricadas: Aprox. 5.4 milhões
Tempo em serviço no Exército dos EUA: 1936 a 1963
Calibre: .30-06 Springfield 7.62x51mm NATO
Operação: a gás, com ferrolho rotativo
Inventor: John Garand
Ano do projeto: 1932
Início de produção: 1936
Número de unidades fabricadas: Aprox. 5.4 milhões
Tempo em serviço no Exército dos EUA: 1936 a 1963
Calibre: .30-06 Springfield 7.62x51mm NATO
Operação: a gás, com ferrolho rotativo
Cadência do Tiro: 400 tpm
Velocidade de saída do projétil: 741 m/s
Velocidade de saída do projétil: 741 m/s
Alcance eficaz: 500 m
Peso: 4,275 Kg
Comprimento total: 1.107 mm
Comprimento do cano: 609 mm
Alimentação:
Variantes: M1C, M1D
Bren Gun
Dos vários tipos de metralhadoras que os britânicos possuíam, só o fabricado pela Vickers era projeto inglês, coisa extraordinária, porque a aceitação de qualquer projeto de proveniência estrangeira esbarrava sempre em grande relutância. Isto é válido pelo menos em tempo de paz. Em tempo de guerra vale tudo. Quando a Primeira Guerra Mundial acabou, a arma leve padronizada era a velha Lewis, que era tudo, menos leve e que também possuía a reputação nada invejável de dar freqüentes enguiços em ação, e por volta de 1931 já estava desaparecendo, substituída pela Vickers-Berthier-BV. Outros devem escrever a história dessa arma, porque ela merece ser estudada, mas, excetuando-se o verificado na Índia, ela só apareceu em pequee110 número, tendo sido abandonada em favor da ZB vz.26, tcheca, conhecida como ZB vz.30. Ela era considerada tão mais avançada que a VB, que esta foi totalmente eliminada.
Porém a Vickers-Berthier foi posteriormente adotada pelo Exército indiano e também viu extenso serviço durante a Segunda Guerra Mundial. Já a ZB vz.26 foi também foi utilizada na Segunda Guerra Mundial pelas forças alemãs, incluindo as unidades das Waffen-SS. É interessante saber que muitas ZB com a calibre 7,92mm foram enviadas para a China para ajudar na luta conta os japoneses, e mais tarde foram usadas contra as forças das Nações Unidas na Coréia, nomeadamente unidades britânicas e da Commonwealth. Algumas ZB ex-chinesas também foram utilizadas na fase inicial do conflito do Vietnã.
Surge a Bren
Solicitou-se à fábrica tcheca que fizesse novos canos para servir ao cartucho de .303 sem aro, bem como os carregadores. Houve outras modificações, o cano foi encurtado, a abertura para o gás ficou colocada um pouco mais para trás e o carregador ampliou-st~ para acomodar 30 cartuchos. Em 1934, a arma, já no novo estilo, estava pronta para ser submetida a testes, sendo adotada em maio de 1935 como substituta da Lewis, ,,: foi bem a tempo. Os direitos de fabricação foram adquiridos à Tcheco-eslováquia e sua fabricação teve início em setembro de 1937, mas muito lentamente. A arma ganhou o nome pelo qual veio a ser conhecida Bren tirado das duas do nome da cidade e da firma onde ela se originou, Brno, e Em, da Enfield, a Royal Small Arms Factory, onde seria fabricada. Seis meses depois, apenas 200 prontas, havendo 30.000 já completadas e distribuídas em 1940. A maioria se perdeu em Dunquerque, restante apenas 2.500 na Grã-Bretanha para enfrentar a invasão nazista.
Neste momento, a Lewis reapareceu em cena: 50.000 foram retiradas dos depósitos e renovadas. A maioria se compunha de armas antiaéreas que haviam sobrado da Primeira Guerra Mundial e que foram distribuídas entre unidades de infantaria, indo também parar nos navios mercantes, como arma antiaérea de valor limitado contra os ataques dos bombardeiros de mergulho alemães, em águas costeiras. A Lewis também equipou toda a sorte de instalações antiaéreas espalhadas pelo país, nem todas muito bem situadas.
Soldado do 4th Kings Shropshire Light Infantry-KSLI,
dispara a sua Bren durante combates no Noroeste da Europa em 1944
Entrementes, como resultado dos esforços realizados em Enfield, foram renovados os estoques de Bren através de trabalho que não sofreu interrupção durante toda a guerra, atingindo a produção semanal de 1.000 armas a partir de 1943. Depois de 1945 suspendeu-se a sua fabricação, embora muitas fossem renovadas e tivessem os canos trocados; ainda existem grandes estoques, em várias partes do mundo.
Não há dúvida de que se trata de uma arma extremamente boa, ideal como metralhadora leve (ou fuzil metralhador) e sua única deficiência era a munição usada. Recebendo o novo cano de 7,62 mm OTAN, ainda está em uso no exército britânico. Foi, provavelmente, a melhor das metralhadoras leves produzidas em qualquer parte do mundo para disparar munição no velho estilo. Atualmente, com o surgimento de calibres melhores e de munição com desempenho mais alto, já não goza do mesmo conceito, mas não duvidemos de que, em sua época, a despeito de suas deficiências, ela já foi vista como uma arma suprema. Ela lutou em todos os teatros de guerra, em todos os continentes, durante a Segunda Guerra, e as fábricas conseguiram quase manter o fluxo de substituições, não permitindo que os estoques chegassem a pontos tão criticamente baixos como logo depois de Dunquerque. Todas as unidades britânicas regulares, inclusive as forças aerotransportadas, e das forças especiais, como os Commandos, Chindits e SBS, usaram a Bren.
Commandos britânicos próximos a Caen em 1944.
O da esquerda está armado com uma Bren Gun e o da direita com uma submetralhadora Sten.
Vale a pena descrever o Bren Gun pormenorizadamente, porque o desenho reaparece com muita freqüência. Trata-se de uma arma operada a gás, alimentada por carregador, de desenho convencional e simples, resistente, bem leve e com muito poucos defeitos. Merece parabéns a firma tcheca, por ter feito excelente trabalho. O êmbolo de gás fica debaixo do cano e ocupando pouco mais de metade do comprimento da versão do .303. Nisto ela diferia do original, porque o êmbolo de gás daquela era do comprimento do cano e ia ate a boca deste. Na saída do gás há um regulador de fácil ajuste, com quatro posições diferentes, permitindo que o atirador' use qualquer variação na cadência de fogo ou compense a presença de sujeira no mecanismo. A capacidade de variar a potência de uma arma é um complemento valioso, nem sempre encontrado nas chamadas "armas avançadas" de hoje. Tudo o que o atirador do Bren Gun tinha de fazer era enfiar a ponta de uma bala na ranhura do regulador de gás e girá-Io para o buraco maior, uns noventa graus, o que era feito em segundos. O cano era do tipo de mudança rápida, mantido no lugar por um encaixe corrediço existente na abertura do gás (que saía com ele) e por uma porca de rosca larga colocada na culatra. Um quarto de uma volta dada à manivela ligada à porca solta o cano, que então é retirado pela alça de transporte e substituído por outro. Esta operação leva seis ou sete segundos e são poucas as armas que a igualam nisso.
A famosa Bren Gun
O receptor e o êmbolo do gás são uma peça só, usinada na mesma forjadura, com o encaixe do carregador situado na parte superior e o mecanismo de disparo preso à parte inferior. Atrás fica um amortecedor, de tamanho considerável, que absorve qualquer excesso de energia restante nas partes de recuo. O carregador é curvo, para acomodar o cartucho de .303, e embora seja graduado para 30 cartuchos, normalmente o carregam com 28 ou 29, para diminuir as dificuldades de alimentação comuns ao cartucho de .303 em qualquer metralhadora. A munição sem aro dá um carregador retilíneo e que enguiça muito pouco. De certo modo é uma pena que a arma não conservasse a munição original, de 7,62 mm, para a qual foi feita, como aconteceu com o Besa. A abertura do carregador tem uma tampa corrediça que o fecha para impedir a entrada de sujeira, o mesmo acontecendo com a abertura de ejeção, situada sob o receptor.
Soldados britânicos da 50a Divisão (Nortumbriana) - Todos estão usando o uniforme padrão P37/40, capacete Mark II com rede e tiras, botas e tornozeleiras Mk 37 cinto Mk 37 bolsas Mk II & III, cantis Mk 37 e ferramentas de cavar. As armas consistem na Sten SMG Mk II, o fuzil Lee Enfield Nº 4 Mk I 7,7mm e ametralhadora Bren Gun lhes dando cobertura.
Na extremidade dianteira do cilindro de gás fixa-se o bipé, que tem pés ajustáveis. Os acessórios são de madeira e a alça de mira, meio complicada, foi mais tarde trocada por uma lâmina corrediça simples. A massa de mira fica sobre o cano, permitindo assim que cada cano seja combinado com i1 arma, porque se ajusta o zero movendo a massa de mira. O peso total era de 9,900 kg com a versão .303 e ela disparava bem até 500 m ou mais. Uma alavanca de registro permitia o disparo de tiros isolados e os atiradores eram treinados a usá-Ia sempre que possível. Havia alguns acessórios, ou "opcionais extras", como dizemos agora que vinham com a arma. Um deles era o tripé, que roubava à arma qualquer pretensão de ser leve, pois pesava outros 9,900 kg. ou mais, e só oferecia uma plataforma estável num arco limitado. Em outras palavras assim que a metralhadora era montada no tripé, ela passava a cobrir um campo limitado de fogo e perdia a mobilidade, o que certamente é a principal exigência feita a essa classe de arma. Entretanto, por tudo isso, o tripé não chegou a ser muito usado, embora tivesse sido produzido em grande quantidade. Outra curiosidade do Bren Gun Mark 1 era um segundo punho de pistola, situado abaixo do coice da coronha, para a mão esquerda do atirador e uma alça presa à parte de cima, para pendurar ao ombro. Nenhum dos dois durou muito, o punho de pistola desaparecendo primeiro, porque os atiradores britânicos nunca seguram a arma assim; sua mão esquerda sempre fica sobre a arma. A alça desapareceu no Mark 2, quando a produção foi simplificada.
Uma Bren Gun usada na função de arma antiaérea na África do Norte
O Bren Gun básico tinha algumas deficiências reais; o carregador era a característica mais incômoda. Verificavam-se enguiços no alimentador sempre que na colocação dos cartuchos fosse negligenciado o cuidado de colocar aro diante de aro, certinho. A despeito de ser o projeto relativamente simples, havia muitas operações de usinagem na manufatura, em particular do receptor, mas esta era a doença endêmica de que padecia a indústria de armamento da época. O Bren Gun foi apoiado por uma arma muito mais venerável, a Metralhadora Média Vickers, que ficou em escalão de batalhão, ou seja, na companhia de petrechos do batalhão.
A. combinação da Bren com a Vickers funcionava muito bem, não sugerindo qualquer modificações durante toda a guerra. Uma completava a outra de maneira ideal; a Bren dava apoio móvel de fato ao grupo de combate, servindo de fuzil-metalhador, e a Vickers, o apoio de maior alcance, tanto na defesa como no ataque. A Bren, as vezes era transportada de um ponto a outro do campo de batalha na carreta Universal, ou Transportador Bren (Bren Gun Carrier), como era originariamente conhecida; nos últimos anos da guerra a Vickers foi el montada nesse veiculo, quando se descobriu que ele servia melhor a estas que às Bren.
A pitoresca Carreta Universal, ou Transportador Bren (Bren Gun Carrier)
Na verdade, o chamado Transportador Bren tornou-se o pau-para-toda-obra da infantaria, sendo usado para todas as armas e petrechos de apoio, mas sua história só tem aqui cabimento no que respeita, ao seu papel original. A intenção era dar proteção e mobilidade à Bren no campo de batalha, mas as trincheiras de Flandres não reapareceram em 1940 e não é tático mover a metralhadora do grupo de combate se este também não se move do mesmo modo, coisa impossível porque os dias da infantaria blindada ainda estavam por vir, de modo que o veiculo passou às mãos de outros usuários.
Com a adoção do Exército britânico do calibre 7,62 milímetros da OTAN, o Bren foi re-projetado para este calibre, sendo equipado com um novo cano e magazine, continuando em serviço até a década de 1990. A arma foi renomeada como o L4 Light Machine Gun. A L4 foi substituída como metralhadora leve do grupo de combate pela L7 General Purpose Machine Gun (GPMG), uma arma mais pesada alimentada por uma cinta de munição. Este, por sua vez, foi completada em 1980 pela L86 Light Support Weapon que disparava a munição 5.56x45mm OTAN, deixando o Bren/L4 fora de serviço. A L4 foi usada pelos Royal Marines nas Falklands em 1982, como L4A2 LMG.
Bazooka
O General Dwight Eisenhower descreveu o Douglas C-47 como uma das quatro armas mais
A bazooka é o nome de uma arma da série M9) de armas anti-tanque e anti-bunker , que eram dispositivos portáteis de lançamento de foguetes que ficaram famoso durante a Segunda Guerra Mundial. Tecnicamente chamada de M9 Anti-tank Rocket Launcher , também foi chamada de "stovepipe" e usada para disparar alto explosivo contra ninhos de metralhadora e bunkers em todos os teatros da Segunda Guerra Mundial.
Era uma arma anti-tanque primária usada pela infantaria americana, e estava baseada no princípio do high explosive anti-tank (HEAT). Impressionou o comando alemão muito bem, tanto assim que os alemães criaram uma cópia maior dela. Durante a guerra, as forças armadas alemãs capturaram várias dessas armas na África do Norte e logo copiou o seu design, aumentando o diâmetro da ogiva de combate para 8.8 cm (3.46 polegadas), como também outras mudanças leves, criando assim o Raketenpanzerbüchse "Panzerschreck".
Foi batizada de bazooka devido a uma vaga semelhança com um instrumento musical do mesmo nome inventado e usado por Bob Burns. A M1A1, M9 e M9A1 tiveram uso difundido ao longo da Segunda Guerra Mundial.
Desenho e desenvolvimento
O desenvolvimento da bazooka envolveu o desenvolvimento de duas linhas específicas de tecnologia: a arma lançadora de foguete sem recuo e a ogiva de combate. A arma foi idéia doDr. Robert H. Goddard. Ele e o Dr. Clarence Hickman chegaram a demonstrar o uso de seu foguete em 6 de novembro de 1918, mas como foi assinado o Armistício de Compeigne, a pesquisa foi descontinuada.Nos anos seguintes Goddard fico doente de tuberculose e por isso houve atrasos no desenvolvimento da bazooka, pois Goddard até 1923 virou o seu foco a outros projetos que envolviam propulsão de foguete.
O desenvolvimento do explosivo amoldou carga de pólvora data atrás ao trabalho de físico americano Charles Edward Munroe que fez o primeiro trabalho prático no assunto em 1880. Este trabalho foi aumentado nos anos trinta por
Desenho e desenvolvimento
O desenvolvimento da bazooka envolveu o desenvolvimento de duas linhas específicas de tecnologia: a arma lançadora de foguete sem recuo e a ogiva de combate. A arma foi idéia do
O desenvolvimento do explosivo amoldou carga de pólvora data atrás ao trabalho de físico americano Charles Edward Munroe que fez o primeiro trabalho prático no assunto em 1880. Este trabalho foi aumentado nos anos trinta por
Henry Mohaupt, um imigrante suíço que trabalhou em explosivos para o Departamento de Guerra (o antecessor do Departamento de Defesa), se baseou em estudos deCharles Edward Munroe em 1880 sobre o uso pratico de explosivos. Mohaupt desenvolveu uma granada para uso anti-tanque que era efetiva até 60 mm de blindagem de um veículo, e era assim sem dúvida, na ocasião, a melhor arma do mundo neste trabalho.
A granada foi padronizada como M10. Porém, a granada M10 pesava 1.6 kg, e era difícil de se lançar à mão, e muito pesada para ser lançada como uma granada de rifle. O único modo prático para usar a granada era o soldado colocar a mesma diretamente no tanque, o que era uma forma muito arriscada na maioria das situações de combate. Uma versão menor, porém menos poderosa da M10, a M9, foi desenvolvida, e esta poderia ser lançada de um rifle. Isto resultou na criação de uma série de lançadores de granada de rifle, o M1 (Springfield M-1903), M2 (Enfield M-1917), e o M7 e M8 para o rifle M1. Porém, uma arma anti-tanque verdadeiramente capaz ainda não tinha sido criada, mesmo o Exército norte-americano prosseguiu em suas pesquisas para se criar tal arma.
Em 1940, o Tenente Edward G. Uhl, sob as ordens do Coronel Leslie A. Skinner, sugestionou a utilização de uma granada M10 pressa em um foguete, em um experimental dispositivo de lançamento de foguetes. O desenvolvimento do protótipo M1 aconteceu emCorcoran Hall na The George Washington University em Washington, D.C. com a ajuda de Clarence Hickman que tinha trabalhado para Goddard. O M1 consistia em um tubo de metal com uma chapa de madeira simples, para a mão, e visões (substituído por metal em modelos de produção) com granadas de 60.07mm de diâmetro (oficialmente designado "M6, 2.36-polegada" para evitar confusão com os usados pelo morteiro de 60 mm) inseridas pela parte traseira da arma. A ogiva de combate de aço continha 1.6 lb. de Pentolite de alto explosivo, que é um explosivo poderoso que pode penetrar até 12 centímetros em uma placa blindada.. Uma célula dupla de bateria seca provia uma carga de pólvora para acender o foguete quando o gatilho fosse acionado; os arames eram conectados a parte de trás do foguete em dois contatos pelo carregador-ajudandte.
Em 1940, o Tenente Edward G. Uhl, sob as ordens do Coronel Leslie A. Skinner, sugestionou a utilização de uma granada M10 pressa em um foguete, em um experimental dispositivo de lançamento de foguetes. O desenvolvimento do protótipo M1 aconteceu em
Bazooka modelo M1
Embora a arma gerasse pouca confiança e tivesse problemas de precisão, o Exército americano muito contente com o efeito de penetração do novo M1, que conseguiu arrancar a torre de um tanque durante testes de de campo. O foguete M6 era capaz de penetrar em 4 polegadas (100 mm) de blindagem. Como resultado, o Departamento de Guerra cancelou todos os planos para a fabricação de rifles anti-tanque e em 1942 adotou o dispositivo de lançamento de foguetes M1 e foguete M6 como arma standard. O dispositivo de lançamento de foguetes M1 foi o primeiro modelo deste novo tipo de arma a ser usado em combate.
No início de 1942 um modelo aperfeiçoada chamada de M1A1 foi introduzido. O apoio de mão dianteiro foi retirado, e o desenho da arma simplificado. O M1A1 de produção tinha 54 polegadas (1.37 m) e pesava só 12.75 libras (5.8 kg).
A munição para o lançador M1 original era o foguete M6 que era notoriamente impreciso. O M6 foi melhorado, e deu origem ao M6A1, e a nova munição foi enviada com o modelo aperfeiçoado M1A1. Depois do M6, foram introduzidas várias outras alternativas de ogivas de combate. A 2.36-Inch Smoke Rocket M10 e suas subvariantes melhoradas (M10A1, M10A2 e M10A4) usado o motor de foguete e as aletas do M6A1, mas substituiu a ogiva anti-tanque de combate por fósforo branco. O fósforo branco não só provia uma cobertura com sua fumaça, mas as suas partículas ardentes podiam causar queimaduras nas pele humana. A M10 foi usada para marcar alvos, encobrir movimentos da artilharia inimigas ou motoristas de veículos blindados, ou então para forçar as tropas instaladas bunkers ou fortificações a saírem delas. A2.36-Inch Incendiary Rocket T31 era uma variante da M10 com um ogiva de combate incendiária projetada para iniciar incêndios em estruturas e veículos não-blidados, ou destruir materiais combustíveis, munição, e material.
A bazzoka M1A1 original foi equipada com uma visão de parte traseira dobrada simples e visões dianteiras fixas, e usava um tubo de lançamento sem reforços. Durante a guerra, a M1A1 sofreu várias modificações. A especificação de bateria foi mudada para um tamanho de célula de bateria maior, standard, enquanto resultando em reclamações de baterias sido aderido no resto de ombro de madeira (o compartimento estava fora reamed posterior para acomodar as celas maiores).
A bazzoka M1A1 original foi equipada com uma visão de parte traseira dobrada simples e visões dianteiras fixas, e usava um tubo de lançamento sem reforços. Durante a guerra, a M1A1 sofreu várias modificações. A especificação de bateria foi mudada para um tamanho de célula de bateria maior, standard, enquanto resultando em reclamações de baterias sido aderido no resto de ombro de madeira (o compartimento estava fora reamed posterior para acomodar as celas maiores).
Isto foi seguido por uma visão de parte traseira de abertura nova e uma visão de armação "retangular" dianteira posicionada no focinho. Se inscreveram os lados verticais da visão de armação com graduações de 100, 200, e 300 jardas. Em modelos posteriores, as visões férreas foram substituídas no princípio por um plástico visão de anel óptica que provou insatisfatório em serviço enquanto freqüentemente ficava opaco depois de alguns dias de exposição a luz solar. Foram dependidas visões férreas Posteriores para dobrar o tubo quando não era usado, e foi protegido por uma cobertura. O lançador também teve uma balança de gama ajustável que proveu graduações de 50 a 700 jardas (46 a 640 metros) em 50-jarda (46 m) incrementos. Uma correia adicional cinta de ombro férrea era provida ao lançador, junto com vários tipos de deflectors de explosão.
Segunda Guerra Mundial - Contra os alemães
Secretamente introduzida na frente russa e em Novembro de 1942 durante a Operação Tocha, os primeiros modelos de produção do lança-rojão M1 e do foguete M6 foram oferecidos apressadamente as tropas de invasão americanas durante os desembarques no Norte da África. Na noite antes do desembarque, o Gen. Dwight D. Eisenhower estava chocado ao descobrir a partir de um subordinado que nenhuma das suas tropas tinham recebido qualquer instrução no uso da bazooka.
US Ranger com uma Bazooka M1 em Anzio, Itália, em 1944
Inicialmente oferecidas com o foguete M6 altamente falho, a bazooka M1 não desempenhou um importante papel na luta armada no Norte da África, ao contrário forneceu ao ininigo a possibilidade de desenvolver uma nova arma quando alguns exemplares da bazooka caíram em mãos alemãs, quando os experimentados soldados de Hither enfrentaram os inexperientes americanos na frente da Tunísia em 1943. Também foram capturadas bazookas na frente russa. Os alemães prontamente copiaram a arma americana, e aumentaram o diâmetro da sua ogiva de 60 milímetros (2,36 in) para 88 mm (3,46 in). Em serviço com os alemães, a bazooka era popularmente conhecida como Panzerschreck. A arma alemã, maior, e com uma ogiva mais potente, tinha significativamente maior pode de penetração; ironicamente, apelos por uma arma com uma ogiva mais potente havia sido levantado por alguns oficiais durante os testes da M1, mas foram rejeitadas.
As bazookas M1(esquerda) e M9 (direita)
Durante a invasão Aliada da Sicília, um pequeno número da M1A1 bazooka (usando um foguete melhor, o M6A1) foram utilizados em combate pelas forças dos EUA. O M1A1 destruiu quatro tanques médios e um pesado, um Tiger I, este último abatido por um tiro de sorte que passou pelo visor do condutor do tanque. Uma grande desvantagem para a bazooka era o grande sopro e trilha de fumaça que denunciava a posição do atirador. Além disso, a equipe operadora da bazooka tinha muitas vezes que expor os seus corpos, a fim de obter uma melhor posição de tiro contra um alvo blindado. O número de baixas entre as equipes que operavam a bazooka era extremamente elevado durante a guerra, pois contrafogo alemão era muito eficiente.
Bazooka modelo M9
Apesar da introdução da bazooka modelo M9 com o seu foguete mais poderoso, o M6A3-1943, no final, os relatórios da eficácia da arma contra a blindagem inimiga diminuiu assustadoramente nas últimas fases da II Guerra Mundial, pois os novos tanques alemães, destinados mais a ações de defesa em posições muitas vezes preparadas, tinha mais blindagem. Esta evolução obrigou os operadores da bazooka a procurar atingir áreas menos protegidas nos blindados alemães como as esteiras ou o compartimento do motor.
Cena do filme O Resgate do Soldado Ryan - Uma bazooka M1 em ação
No Pacífico, como no Norte da África, o primeiro modelo da bazooka apresentou muitos problemas. O sistema de bateria era facilmente danificado durante o manuseio bruto, e os motores dos foguetes falhavam freqüentemente devido à exposição a altas temperaturas e umidade, a salinidade do ar, ou a umidade. Com a introdução do modelo M1A1 e seu foguete mais confiável, a bazooka foi eficaz contra alguns pontos fixos da infantaria japonesa. Contra posições fortificadas usando coco e areia, a arma não era sempre eficaz , uma vez que estas estruturas se revelaram demasiado resistentes, muitas vezes absorvendo o impacto da ogiva de tal forma que evitava a detonação da carga explosiva.
Mais tarde na guerra do Pacífico, a maioria das unidades da infantaria e fuzileiros navais freqüentemente utilizavam o lança-chamas M2 para superar esses obstáculos. Nos poucos casos em no Pacífico a bazooka foi usada contra tanques e veículos blindados, o foguete não teve dificuldades de penetrar na fina chapa de blindagem dos tanques japoneses, destruindo o veículo. Geralmente, a M1A1, M9, e M9A1 foram vistas como úteis e eficazes durante a II Guerra Mundial, embora tivessem sido empregada principalmente contra um inimigo posicionados em fortificações preparadas, e não como uma arma anti-tanque. O General Dwight Eisenhower posterior descreveu-a como uma das quatro "Ferramentas da Vitória", juntamente com a bomba atômica, o Jeep e o C-47.
O sucesso da Panzerschreck fez com que a bazooka fosse completamente remodelada no final da II Guerra Mundial. Uma arma maior, com 3,5 in (88,9 mm) foi adotada, chamada de M20 "Super Bazooka", idêntica em tamanho e poder para a Panzerschreck alemã. A M20 pesava 14,3 libras (6,5 kg), e disparava um foguete com carga-oca 9 lb (4 kg) M28A2
Tal como aconteceu com o seu antecessor, a M20 também poderia disparar outros tipos de foguetes. Tendo aprendido com as experiências anteriores sobre a sensibilidade da bazuca e de suas munições a umidade e ambientes agressivos, a munição para a nova arma foi embalada em embalagens resistentes à umidade, e havia extensas instruções contidas no manual da M20 sobre lubrificação e manutenção, bem como como armazenamento das munições. sua parte elétrica também recebeu atenção, passando a ter revestimento especial.
Cortes no orçamento militar nos pós-guerra impediram que as tropas que foram para a Guerra da Coréia estivessem equipadas com a M20, e os americanos foram para combate apenas com a M9/M9A1 2,36-in. e foguetes M6A3. Durante as fases iniciais do conflito, eram constantes as reclamações sobre a velha bazooka contra os blindados de fabricação soviética, os famosos T-34/85, usados pelos norte-coreanos. Algum tempo depois começaram a chegar a M20 e seu foguete M28A2 HEAT que se mostrou muito eficiente contra os blindados soviéticos.
Guerra do Vietnam
A M20 "Super Bazooka" foi usada na fase inicial deste conflito, sendo substituída pelo M72 LAW. As oportunidades para se destruir blindados inimigos eram raras, e a M20 foi usada contra fortificações com sucesso. A M20 foi repassada para as forças sul-vietnamitas em fins dos anos 1960
Guerra do Vietnam
As forças portuguesas usaram os modelos
METRALHADORAS MG 34 - MG 42
A história da metralhadora, na Alemanha, é muito parecida com a do fuzil. Havia um plano claramente preparado e tipos provados tiveram ingresso no serviço ativo. Como acontecia com os fuzis, a produção não conseguia acompanhar a demanda. Assim é que vamos encontrar nas unidades do exército germânico dezenas de tipos de metralhadoras, muitas trazidas dos países dominados, mas as unidades de infantaria de liinha de frente usavam a mesma arma, a Maschinengewehr (em português metralhadora) 1934, ou MG 34. Mais tarde ela foi substituída, ou melhor, reforçada, pela MG 42, de que falaremos mais adiante. Vejamos primeiro o raciocínio em que se apoiou o projeto da MG 34, porque este serviu de base a todos os subseqüentes modelos de metralhadoras na Alemanha nazista.
Depois da Primeira Guerra Mundial, as restrições do "Tratado de Versalhes" impediam a Alemanha de desenvolver armas de guerra. A enorme fábrica que produzira milhares de Maxim foi desmontada e o pequeno exército alemão ficou limitado a determinado número de armas. De certo modo isto ajudou, pois, não possuindo reservas de armas deixadas pelo conflito anterior, dedicaram-se os germânicos aos novos experimentos e ao estudo das lições aprendidas em Flandres.
Dedicando-se pouquíssima atenção aos fuzis, as metralhadoras mereceram ali mais atenção do que em qualquer outra parte, e o resultado foi que, quando Hitler subiu ao poder, já havia um projeto completo esperando para ser feito, e algumas idéias muito boas sobre como empregá-lo. O projeto calcava-se num modelo suíço de 1930, a Solothurn MG 30, e não é por acidente que a fábrica tinha o controle da Alemanha. Esta arma tinha um perfil quase em linha reta e sua aparência externa era muito simples. Internamente, porém, não era tão singela, mas de seu exame ressaltava uma qualidade: ela era extraordinariamente compacta. O sistema de operação era de curto recuo e, como o cano e o ferrolho se moviam para trás, este era destravado por dois cilindros que se movimentavam em came no receptor; ele faziam o ferrolho girar e mover seus tarugos de travamento, desengatando-os do cano. Este então dava no ferrolho um último impulso para trás e para retomar à posição de bateria. O ferrolho movia-se livremente para trás até que a mola o empurrasse novamente, para a frente, quando então colocava novo cartucho na câmara, ao mesmo tempo que girava para travar-se. O sistema notabilizava-se pelo baixo peso das massas móveis, uma vez destravadas do cano, e permitia elevada cadência de tiro com pouca modificação. O movimento inicial do cano e do ferrolho combinados proporcionava massa suficiente para absorver o recuo e transferi-lo para a arma num período de tempo suficiente para permitir ao atirador um controle mais efetivo do que, por exemplo, no sistema operado a gás. Maior controle era proporcionado pelo fato de o desenhista haver posto o cano, o receptor e o coice da ronha numa linha reta, transferindo assim impulso para o ombro do atirador, sem muito movimento para cima. Finalmente, todas as armas que derivaram desse projeto o bipé foi colocado bem para a frente, no cano, quase junto à boca, o que, segundo ponto de vista dominante, aumenta a estabilidade da arma.
Depois da Primeira Guerra Mundial, as restrições do "Tratado de Versalhes" impediam a Alemanha de desenvolver armas de guerra. A enorme fábrica que produzira milhares de Maxim foi desmontada e o pequeno exército alemão ficou limitado a determinado número de armas. De certo modo isto ajudou, pois, não possuindo reservas de armas deixadas pelo conflito anterior, dedicaram-se os germânicos aos novos experimentos e ao estudo das lições aprendidas em Flandres.
Dedicando-se pouquíssima atenção aos fuzis, as metralhadoras mereceram ali mais atenção do que em qualquer outra parte, e o resultado foi que, quando Hitler subiu ao poder, já havia um projeto completo esperando para ser feito, e algumas idéias muito boas sobre como empregá-lo. O projeto calcava-se num modelo suíço de 1930, a Solothurn MG 30, e não é por acidente que a fábrica tinha o controle da Alemanha. Esta arma tinha um perfil quase em linha reta e sua aparência externa era muito simples. Internamente, porém, não era tão singela, mas de seu exame ressaltava uma qualidade: ela era extraordinariamente compacta. O sistema de operação era de curto recuo e, como o cano e o ferrolho se moviam para trás, este era destravado por dois cilindros que se movimentavam em came no receptor; ele faziam o ferrolho girar e mover seus tarugos de travamento, desengatando-os do cano. Este então dava no ferrolho um último impulso para trás e para retomar à posição de bateria. O ferrolho movia-se livremente para trás até que a mola o empurrasse novamente, para a frente, quando então colocava novo cartucho na câmara, ao mesmo tempo que girava para travar-se. O sistema notabilizava-se pelo baixo peso das massas móveis, uma vez destravadas do cano, e permitia elevada cadência de tiro com pouca modificação. O movimento inicial do cano e do ferrolho combinados proporcionava massa suficiente para absorver o recuo e transferi-lo para a arma num período de tempo suficiente para permitir ao atirador um controle mais efetivo do que, por exemplo, no sistema operado a gás. Maior controle era proporcionado pelo fato de o desenhista haver posto o cano, o receptor e o coice da ronha numa linha reta, transferindo assim impulso para o ombro do atirador, sem muito movimento para cima. Finalmente, todas as armas que derivaram desse projeto o bipé foi colocado bem para a frente, no cano, quase junto à boca, o que, segundo ponto de vista dominante, aumenta a estabilidade da arma.
MG 42 em corte
A cinta de munição com que esta metralhadora trabalhava pegava 50 cartuchos, o cano podia ser mudado com certa rapidez, embora não fosse tão fácil assim, e a arma vinha com um conjunto de sobressalentes, procedimento tipicamente alemão. O tripé e a acompanhava podia ser adaptado para servir de reparo para tiros antiaéreos. A cadência de tiro era de 800 a 900 cartuchos por minuto, o que é incomumente alto. Os modelos subseqüentes alcançaram mais que isto, chegando a quase 1.000 por minuto. Finalmente, o gatilho não era fixado da maneira comum, mas oscilava sobre um pino central. Apertando-lhe a parte superior, os tiros eram disparados isoladamente, e na parte inferior, o disparo era em rajada. Este tema foi copiado diretamente da Sollothurm e não foi usado em outros desenhos. O que há de verdadeiramente extraordinário na MG 34 é ter sido ela a primeira metralhadora de finalidades gerais, tipo já agora universalmente adotado, surgido da experiência que os germânicos recolheram da guerra de trincheira de 1918, conflito em que a metralhadora reinou, impedindo, quando bem entrincheirada, os movimentos da infantaria, a menos que estivesse dentro de veículos blindados. Assim é que os alemães passaram a encarar a metralhadora como a principal arma da infantaria. A finalidade dos fuzileiros era apoiar a metralhadora, mas todo o trabalho era feito por esta, assim raciocinavam eles. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos pensavam de modo diferente. Mantiveram-se fiéis ao fuzil. Para os britânicos, a metralhadora proporcionava o poder de fogo, mas os fuzis apoiavam-na e davam o elemento de manobra, bem como eram considerados pelo menos iguais à metralhadora na produção de balas. Os americanos tinham no fuzil M1 Garand semi-automático o grande gerador de fogo do grupo de combate.
Soldados alemães com uma MG 34 na Rússia
O exército alemão, de acordo com a filosofia adotada por seus dirigentes, fazia girar em torno da metralhadora todo o sistema tático do grupo de combate. A equipe da arma era sempre formada de dois homens ou, vez por outra, três; normalmente aparecem nas fotografias envoltos nas cintas de munição que a arma disparava com a rapidez com que a alimentavam. Ela nunca foi uma metralhadora realmente leve, no sentido geralmente aceito do termo: pesava pouco mais de 11.700 kg, com o bipé, e uma cinta de 50 cartuchos lhe acrescentava outros 2.200 kg. Um tripé e uma mira telescópica transformavam a arma numa metralhadora média passável, quando então era usada para dar fogo de apoio à companhia e ao batalhão. Podendo disparar por consideráveis períodos de tempo, bastando apenas que houvesse canos extras disponíveis, a arma tinha emprego em quase todas as situações, constituindo-se também na arma padrão dos tanques.
A MG 34 tinha, porém, certas falhas. A poeira excessiva, a lama, a neve eram seus grandes inimigos. Isso levou ao aparecimento da MG 42. Inicialmente destinada a substituir a MG 34, a MG 42 não chegou a ser produzida em quantidades suficientes para isto e, até o fim da guerra, as MG 34 continuaram a ser usadas, sendo suplementadas peIas MG 42.
Se a guerra se tivesse desenvolvido como os alemães pretendiam, teria acabado por volta de 1941 e a MG 34 teria bastado. Mas acontece que um exército enorme teve de ser mobilizado para lutar em duas frentes e o suprimento de metralhadoras não demorou a esgotar-se. Na aparência a MG 42, era muito semelhante à MG 34, sendo difícil distingui-Ias a distância, mas o sistema de trancamento era diferente _ a mudança de cano foi muito aperfeiçoada e a cadência de tiro aumentou para o número extraordinário de 1.200, às vezes 1.300, cartuchos por minuto. O ruído do disparo tinha uma característica que a distinguia imediatamente das demais: soava como se estivesse sendo rasgado um pano, tão agarradas as explosões umas das outras. Embora terrível e desencorajador para o adversário, o movimento excessivo que a rapidez do disparo produzia na arma tornava impreciso o tiro. A arma chegava a querer saltar das mãos do atirador. Os alemães estavam cônscios disto, mas achavam que valia a pena.
As metralhadoras MG 34 e MG 42 eram usadas tanto em blindados, neste caso um Sd.Kfz.251-1 Ausf.D, como também pelas tropas de infantaria, aqui panzergranadiers SS.
A elaboração do projeto começou em 1941, usando-se algumas idéias que, segundo se diz, vieram da Polônia. Grandes foram os esforços para incorporar estamparias na manufatura e somente o ferrolho, o cano e algumas poucas peças passaram a ser usinados. O desempenho desta metralhadora foi incrivelmente bom desde o começo, constituindo-se num dos grandes sucessos da guerra. As primeiras foram despachadas para a África do Norte, na primavera de 1942, e a produção estava indo a pleno vapor pelo final daquele ano, quando a arma começou a ser distribuída para todo o exército alemão.
Panzergranadiers da SS Panzer Division "Leibstandarte Adolf Hitler" LAH em combate em 1943 em Kursk, usam uma MG 42 contra os russos. Ao seu lado um tanque T-34 soviético abatido.
A MG 42 só disparava em rajadas. O sistema de trancamento funcionava bem na lama e na areia, embora ainda houvesse enguiços de quando em vez, talvez devido à tensão excessiva no mecanismo, provocada pela elevada cadência de tiro. Houve algumas modificações insignificantes quando se aumentou a produção, mas elas diziam respeito apenas aos punhos de engatilhamento e ao material da coronha. De modo geral, o desenho de 1941 permaneceu inalterado até 1945.
A arma também era desejada pelos soldados aliados, que usavam contra seus ex-donos aquelas que conseguiam capturar. Na verdade, o exército americano pensou seriamente em usar uma versão da MG 42 como possível substituta do BAR. Existe um relatório do Campo de Provas de Aberdeen narrando como se copiou uma MG 42. Depois de muito trabalho e depois de serem rejeitadas peças e peças produzidas por firmas subempreiteiras, em fevereiro de 1944 a arma estava pronta para teste. Iniciou-se um teste de resistência prolongada, mas ele foi tão desastroso, que a arma foi abandonada, após haver disparado menos de 1.500 cartuchos. Depois de muito trabalho de pesquisa, descobriu-se que o receptor fora feito com um quarto de polegada a menos e que se não fosse esse erro elementar de um desenhista desconhecido o exército americano talvez tivesse tido uma cópia da MG 42 pelo final da guerra.
Durante a campanha da FEB na Itália, a MG42 foi apelidada de "Lurdinha" pelos pracinhas brasileiros devido à rápida cadência de tiro, que lembrava o jeito de falar da noiva ciumenta de um deles.
Leopard 1 A3 da Alemanha Ocidental em manobras da OTAN em setembro de 1988
A esquerda, vemos um commando dinamarquês carregando sua MG 3 e a direita um soldados da uma unidade da infantaria mecanizada da Alemanha Ocidental também com a sua MG 3,
durante manobras da OTAN nos anos 1980.
Commandos portugueses com seu Hummers APK blindado, armado com uma MG 3 em operação no Afeganistão.
Tropas chilenas em treinamento de tiro com uma versão atualizada da MG 42.
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Colt 1911
A pistola M1911 se originou de pesquisas que começaram a ser feitos em fins da década de 1890, que procurava por uma pistola semi-automática que substituísse os revólveres em serviço no Exército americano. Desde a segunda metade do século XIX, a Cavalaria do Exército dos EUA vinha procurando novos tipos de armas curtas para equipar suas tropas. Por volta de 1890, o revolver que tinha sido padrão naquela corpo, o Colt M1873 de Ação Simples “Exército”, calibre .45 (Colt Single Action Army, ou simplesmente Colt Army), também conhecido como Peacemaker, já tinha sido substituído. A Cavalaria adotou, na falta de coisa melhor, um revólver de ação dupla (podia ser disparado a partir da pressão do gatilho, sem ter de ter o cão armado antes) de calibre .38 Long Colt .
Colt M1873 Single Action Army, modelo Cavalry
Durante o fim de 1899 e começo de 1900, foi administrado uma serie testes de pistolas semi-automática que incluiu a Mauser (a C96 "Broomhandle"), Mannlicher (a Steyr Mannlicher M1894), e a Colt (a Colt M1900).
Isto conduziu a uma compra de 1.000 DWM pistolas Luger, de 7.65 mm Luger. Estes iriam para testes em campo mas colidiriam com alguns assuntos, especialmente com respeito ao “poder de parada” (em ingles stopping power) . Outros governos também tinham feito reclamações semelhantes que resultaram na produção em larga escala do calibre 9mm Parabellum (conhecido atualmente como o 9x19mm OTAN), um upgrade da versão do 7.65 mm. Cinqüenta destas armas foram testadas pelo Exército norte-americano em 1903.
Colt M1911 de 1913
Como resposta aos problemas encontrados pelas unidades americanas contra os guerrilheiros moros durante a Guerra filipino-americana, o revolver padrão .38 Long Colt foi achado inadequado para os rigores da guerra na selva, particularmente em termos de poder de parada, pois mesmo feridos os moros continuavam avançando, pois eles tinham a moral alta e ainda por cima usavam drogas freqüentemente para inibir a sensação de dor.
Durante 4 dias, de 11 a 15 de junho de 1913, aconteceu uma grande batalha na Montanha Bagsak na Ilha de Jolo nas Filipinas. Soldados americanos da 8ª de Infantaria e os Philippine Scouts , pessoalmente comandados pelo General Brigadeiro John J. Pershing, deram um fim a luta amarga contra os piratas Moro. Estes homens de Bolo, bandidos de grande resistência física e selvagem habilidade guerreira, eram bem organizados sob a liderança de Datus ou chefes. Eles nunca tinham sido conquistados durante vários séculos de colonialismo espanhol nas Filipinas. A pistola de calibre .45 do Exército dos EUA foi desenvolvida para satisfazer a necessidade de uma arma com poder de parada para barrar o avanço dos fanáticos membros da tribo Moro em luta aproximada.
Diante disto o Exército norte-americano brevemente passou a usar a usar o revólver single-action M1873 .45 calibre Colt que tinha sido o padrão durante as últimas décadas do século XIX; a bala mais pesada foi escolhida por ser mais efetiva contra os nativos nas filipinas. Os problemas com o .38 Long Colt levaram o Exército americano a adotar um novo revólver single-action .45 Colt nas Filipinas em 1902. Também levou o General William Crozier a autorizar mais teste a procura de uma nova pistola.
Soldado americano na Europa durante a Primeira Guerra em 1918 armado com um BAR M1918 e uma pistola Colt M1911. |
Seguindo os testes da efetividade da pistola em 1904, conhecidos como os Testes Thompson-LaGarde, o Coronel John T. Thompson declarou que a nova pistola com calibre .45 (11,45 mm) deveria ser preferivelmente semi-automática em sua operação.
Dos seis modelos testados, três foram foram eliminados no início, restando os modelos da Savage, Colt, e DWM com o novo calibre .45ACP (Automatic Colt Pistol). Estes três modelos ainda precisavam de correções, mas só a Colt e a Savage fizeram isso. Uma série de testes de campo de 1907 a 1911 foram realizados para se decidir entre os modelos Savage e Colt . Foram melhorados ambos os modelos entre cada prova, enquanto se seguia para o teste final.
O modelo da Colt relizou 6.000 disparos no final de 1910, sendo atentamente observado por seu designer, John Browning. A arma Colt foi um sucesso, sem falhas, não tendo nenhum mau funcionamento, enquanto o modelo da Savage falhou 37 vezes.
Assim finalmente em 29 de março de 1911, foi aprovada pelo Exército americano a Pistol Automatic Caliber-ACP .45, M1911. A arma que tinha sido desenvolvida pela Browning e produzida pela Colt, foi adotada pelo Exército americano com a designação M1911, e posteriormente foi adotada pela Marinha e pelo Corpo de Fuzileiros Navais em 1913.
A nova arma tratava-se de uma arma do sistema chamado “recuo curto”, no qual o cano está preso ao ferrolho durante o percurso do recuo provocado pelo disparo e recua por um percurso menor que o comprimento do estojo do cartucho. Em certo ponto, o cano deixa de recuar sendo retido em seu percurso por uma ressalto. O ferrolho continua seu deslocamento, extraindo e ejetando o estojo vazio, recolocando outro proveniente do carregador.
Primeira Guerra
A produção começou por ser lenta mas em 1917 já estava bem encaminhada para equipar em parte a rápida expansão das forças americanas que iriam prestar serviço em França durante a Primeira Guerra Mundial. Antes e durante a primeira grande guerra mais de um milhão delas foram produzidas, principalmente pela Colt e Springfield, mas também pela Remington-UMC, Burroughs, Savage, Union Switch and Signal Company, Singer (Produtora da máquina de costura), e Rock Island Arsenal. Durante a 1ª GM foram feitas algumas modificações destinadas a aumentar a segurança do manuseio e da operação.
Uma Colt M1911A1 da época da Segunda Guerra Mundial
Capitão pára-quedista do 517º PIR da 17ª divisão, na Alemanha em 1945. Ele está armado com uma pistola Colt M1911A1 e usa um rádio SCR536. |
Durante a Segunda Guerra Mundial , aproximadamente 1.9 milhões de unidades foram obtidas pelo Governo norte-americano para todas as suas forças, a produção foi responsabilidade de várias industrias como a Remington Rand (900.000 unidades), Colt (400.000), Ithaca Gun Company (400.000), Union Switch & Signal (50.000), Singer (500), o Arsenal de Springfield e Rock Ilha Arsenal. Tantas pistolas foram produzidas que depois de 1945, o governo não encomendou nenhuma pistola nova, pois os seus estoques estavam lotados delas.
Antes da Segunda Guerra Mundial, um número pequeno de Colts foram produzidos sob licença na fábrica de arma norueguesa Kongsberg Vaapenfabrikk (estes Colts eram conhecidos como "Kongsberg Colt" ). Durante a ocupação alemã da Noruega se continuou a produção. Estas pistolas são altamente consideradas pelos colecionadores. As forças alemãs usaram pistolas M1911A1 capturadas, enquanto usando a designação "Pistole 660(a)".
Pós-guerra
A Grécia recebeu as M1911 em 1946 dos EUA como apoio a sua luta contra os comunistas. O Real Exército tailandês recebeu a USGI M1911 como parte de um programa americano de assistência militar durante a Guerra do Vietnã. As forças armadas das Filipinas usaram as Mil-spec M1911A1 destinadas as suas forças especiais, policia militar e para os oficiais. Essas armas foram produzidas pela Armscor e Colt. Uma companhia chinesa Norinco exporta um clone da M1911A1 para venda de civil. A importação nos EUA foi bloqueada através de regras de novas comérciais em 1993. As forças armadas austríacas (Österreichisches Bundesheer) usaram várias pistolas M1911A1 (P-11) depois de 1955. Eles foram substituídos pela Pistole P-80 (Glock 17) nos anos 1980.
Soldados da Divisão Aerotransportada sul-vietnamita durante combates urbanos em Huê em 1968.
O oficial está usando uma Colt M1911A1
Final
Sendo assim ainda hoje muitos departamentos de polícia e órgãos da lei nos EUA e muitos exércitos em todo mundo usam modelos modificados da M1911A1 devido as suas características.
A versão comercial deste projeto é conhecida como modelo governamental. Em 1929, Colt introduziu a nova pistola automática super 38. A pistola tinha uma capacidade maior de tiros (9 cápsulas) e foi bem aceita pelas polícias. As versões do super 38 ainda são manufaturadas e usadas na maior parte como armas de competição devido à precisão. Entre 1970 e 1983, a Colt manufaturou a série de Mk.IV 70 pistolas governamental, que se assemelharam a M1911Aß original. Desde 1983, a Colt manufaturou a série de Mk.IV 80 pistola governamental, que caracterizaram a segurança adicionada do pino de fogo. Colt desenvolveu também algumas versões mais compactas de seus projetos comerciais sem redução. As versões denominadas " Commander " (disponíveis nas versões Combat Commanders, Lightweight Commanders, esta última com liga moldam). O tipo M1911A1 é bastante usado hoje pelo público geral nos Estados Unidos para finalidades práticas ou proteção. O preço varia de $250 a mais de $3.000 para as de competição ou os modelos táticos, que são montados e ajustados a mão. Apesar de ter quase 100 anos ela continua popular, sendo preferida a modelos mais novos como a Glock 21 e Sig Arms P220.
Colt M1911 - Especificações
País Estados Unidos da América
Inventor John M. Browning
Data de projecto 1911
Tempo em serviço 1911 — 1985
Calibre .45in ACP
Outras versões comerciais e militares: São oferecidas versões que incluem .38 Super, 9mm Parabellum, .40 S&W, 10mm Auto, .400 Corbon, .22 LR, .50 GI,.455 Webley, 9x23 mm Winchester, e outros. A maioria são de 9mm Parabellum (9x19mm), .38 Super, 10mm Auto. Operação Recuo Curto
Cadência do Tiro semi-automático
Velocidade de saída do projéctil 244 m/s
Alcance eficaz Eficaz 62 mts
Peso: 1,36 kg
Comprimento total 210 mm
Comprimento do cano 127mm mod. Government; 108mm mod. Commander; 89mm mod. Officer's ACP
Alimentação carregador de 7 munições +1 na câmara
Miras alça e ponto de mira
Cadência do Tiro semi-automático
Velocidade de saída do projéctil 244 m/s
Alcance eficaz Eficaz 62 mts
Peso: 1,36 kg
Comprimento total 210 mm
Comprimento do cano 127mm mod. Government; 108mm mod. Commander; 89mm mod. Officer's ACP
Alimentação carregador de 7 munições +1 na câmara
Miras alça e ponto de mira
Browning Automatic Rifle
Desenvolvida dentro do conceito de equipar as pequenas unidades de infantaria com uma arma capaz de dar fogo automático durante o avanço. Era um verdadeiro fuzil-metralhador, pois podia ser disparado do ombro do soldado em movimento. Inicialmente não dispunha de bipé e este fato, junto com o pequeno carregador e baixa cadência de fogo, o tornavam inferior aos desenhos de metralhadoras leves adotados no entre-guerras. Mesmo assim permaneceu em uso até a década de 60.
O Fuzil Automático Browning (BAR - Browning Automatic Rifle), designado oficialmente no Exército dos EUA como US Rifle, Caliber .30, Automatic, Browning, M1918, faz parte de uma família de fuzis automáticos utilizados pelos EUA durante o século XX. Desenhado em 1917 por John Browning para o Corpo Expedicionário do Exército americano na Europa como uma substituição para a Chauchat e a Hotchkiss M1909. A intenção inicial era utilizar esta arma como um rifle automático leve, mas acabou por servir a maior parte da sua carreira como uma metralhadora de suporte leve com um bípede.
Soldado americano na Europa durante a Primeira Guerra em 1918 armado com um BAR M1918 e uma pistola Colt M1911. |
Em julho de 1918 o BAR começou a chegar na França e a primeira unidade ao receber foi a 79ª Divisão de Infantaria do Exército norte-americano que o usou pela primeira vez em combate no dia 13 de setembro de 1918. A arma foi demonstrada pessoalmente contra o inimiga pelo 2º Tenente Val Allen Browning, o filho do inventor. Apesar de ser introduzida muito tarde na guerra, o BAR teve um impacto desproporcionado para seus números; foi extensivamente usado durante a Ofensiva de Meuse-Argonne e deixou uma impressão significante nos Aliados (a França pediu 156000 rifles automáticos para substituir o Chauchat).
O BAR M1918A1 permitia também que o soldado escolhesse o tipo de disparo a partir do modo automático ou semi-automático. Entrando pela primeira vez em combate em fevereiro de 1918, era esperado que o BAR ajuda-se no combate contra as trincheiras utilizando o conceito de "fogo a marchar" — uma arma para fornecer fogo de suporte enquanto acompanhava os soldados de infantaria que corriam de trincheira em trincheira. Os atiradores recebiam um cinto com mais munições. A velocidade e o grande número de munições permitiam à arma fornecer um rápido fogo de suporte, forçando assim o inimigo a se proteger, enquanto outros soldados avançavam. Porém a arma foi pouco usada na Primeira Guerra Mundial, devido à proximidade do fim da mesma.
Em 1939, a versão americana final do BAR apareceu, sob a designação de M1918A2. Esta versão, manufaturada por Colt, Marlin-Rockwell, Winchester, Small Arms co. entre outras, serviu no papel da arma automática de Esquadrão das tropas dos EUA e do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial.
Em 1940 o modelo final, o M1918A2, foi introduzido no Exército americano. Neste modelo o modo de fogo semi-automático foi removido, ficando apenas o modo automático. A taxa de fogo foi ajustado, e o atirador da arma passou a poder escolher entre "rápido" (500-650 round/min) e "lento" (300-450 round/min). O BAR era uma arma operada a gás e a ar-refrigerado. Como foi desenvolvida para os EUA, o BAR adotou o calibre padrão de serviço daquele período, o .30-06 Springfield. Podia pesar de 7.3kg a 8.6 kg vazia, dependendo do modelo.
Embora tenha sido criada para ser uma arma leve para ser usado nas trincheiras, de leve ele não tinha nada, pois pesava mais de 7.200 gramas. Quando disparava no automático a sua vibração era forte demais para se manter a arma em mira, e o bipé que era distribuído junto com a arma era pesado e desajeitado, por ser difícil de ajustar, a maioria dos soldados optavam por jogá-lo fora.
O seu cano que não podia ser trocado e seu carregador pequeno (20 cartuchos) tornavam impossível o uso da arma para sustentação de fogo ininterrupto (tarefa que se espera de uma arma desse tipo). Sendo assim muitos soldados utilizavam o BAR como um fuzil automático normal, o que definitivamente não era. Na realidade a coisa mais gentil que se pode dizer do BAR é que ele era um meio-termo que não deu certo. Na verdade a eficácia do BAR ficava muito aquém de verdadeiras metralhadoras leves genuínas como a Bren britânica e o Tipo 96 japonês. Por outro lado o BAR era bem aceito devido a sua confiabilidade em situações adversas. O BAR foi um rifle popular em todos os teatros de operação por ser confiável e oferecer uma ótima combinação de disparo rápido e poder de penetração. A FEB recebeu o modelo Browning Automatic Rifle M1918 cal 30-06.
BAR modelo M1918A2
Particularmente no Teatro do Pacífico, o BAR reverteu efetivamente a seu papel original como um rifle automático portátil, disparado do ombro. O BAR foi empregado freqüentemente na frente eu na retaguarda das patrulhas na selva ou nas colunas de infantaria onde sua potência de fogo poderia ajudar no combate de selva no caso de emboscada. Depois de um período de serviço, o BAR ficava inoperável ou tinha mal funcionamento. Se descobriu que eventualmente existia a prática comum do soldado descarregar todo o seu BAR em uma posição vertical com o alvo, enquanto permitia que fluido de limpeza e pó queimado se localizasse no mecanismo de recuo. Distinto do M1 Garand, o cilindro de gás do BAR nunca foi mudado para aço inoxidável. Por conseguinte, o cilindro de gás freqüentemente enferrujava em um ambiente úmido quando não era retirado e limpo diariamente.
O Browning Automatic Rifle no Exército Brasileiro era conhecido pela denominação de Fuzil Metralhadora, ou simplesmente FM. Cada pelotão de fuzileiros era composto por três Grupos de Combate. O poder de fogo desses grupos era garantido pelo FM, que era empregado como uma metralhadora leve, dando apoio ao avanço dos volteadores (soldados armados de fuzis Springfield 1903 A3), que tinham como função assaltar as fortificações inimigas durante os ataques.
Criado como apoio de fogo automático para apoio a uma esquadra, todos os homens eram treinados ao nível básico como operar a arma no caso do operador do BAR ser morto ou feriu. Em uma tentativa para superar a capacidade limitada de fogo contínuo, os Marines e algumas unidades do Exército usavam duas equipes de fogo com o BAR por esquadra. Uma equipe proveria fogo de cobertura até que sua munição acabasse, sendo então substituída pela segunda equipe que passaria a abrir fogo, enquanto permitia que a primeira equipe recarregasse e assim por diante.
US Marines, armados com fuzis M1 Garand, Carabina M1 e BAR, na Guerra da Coréia, no Reservatório de Chosin, 1950-51.
Depois de Segunda Guerra Mundial, o BAR continuou em serviço na Guerra da Coréia, e na fase inicial Guerra do Vietnã, quando os EUA entregaram uma grande quantidade de armas aos sul-vietnamitas. Quantidades de BAR permaneceram em uso pela Guarda Nacional do Exército até meados dos anos 1970. Muitas nações participantes dos programas de assistência estrangeira dos EUA adotaram o BAR e o usaram até os anos 1990.
O BAR também foi usado em muitos exércitos europeus, quando a Browning vendeu seu projeto à famosa companhia belga Fabrique Nationale.(FN). A FN introduziu seu modelo do BAR com o cano destacável de troca rápida e a mola do retorno movimentada na coronha. Este modelo não foi muito usado em serviço, sendo adotado somente pelo Exército belga antes da adoção do calibre da OTAN de 7.62mm. e a introdução, conseqüentemente, do FAL. Houve muitas tentativas nos EUA de converter o BAR para esta munição nova, mas o projeto foi mal feito e mal adaptado, assim, com a adoção do calibre da OTAN de 7.62x51mm como a munição padrão, o Exército dos EUA foi deixado sem suas armas automáticas de Esquadrão até 1982, quando a M249 SAW (FN minimi) foi introduzida no serviço.
Modelo: M1918A2 (com bipé)
Comprimento: 121,4 cm (total 60,9 cano)
Comprimento: 121,4 cm (total 60,9 cano)
Soldado da 5307ª Unidade Composta (Provisória) "GALAHAD", mais conhecida __________________________________________________________________ |
Raiamento: 4 raias, a direita, uma volta em 25,4 cm
Cadência de fogo: 500 tiros por minuto (cíclica)
Operação: a gás, refrigeração a ar
Carregador: de caixa, 20 cartuchos
Velocidade incial: 816 m/s
Alça de mira: graduada até 1.600 jardas (1.460 metros)
Alcance: preciso até 550 m.
Cadência de fogo: 500 tiros por minuto (cíclica)
Operação: a gás, refrigeração a ar
Carregador: de caixa, 20 cartuchos
Velocidade incial: 816 m/s
Alça de mira: graduada até 1.600 jardas (1.460 metros)
Alcance: preciso até 550 m.
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